Pular para o conteúdo

Agentes de IA • Qualidade • Evals

Evals para agentes de IA: como testar um agente antes de mudar o prompt ou o modelo

Como criar um conjunto versionado de cenários de avaliação (evals) para agentes de IA em produção, com o exemplo de um agente de vendas no WhatsApp.


· 7 min de leitura

Todo agente de IA em produção vai mudar: um ajuste no prompt, uma ferramenta nova, um modelo mais barato ou mais rápido. A pergunta é como saber se a mudança melhorou ou piorou o comportamento — antes de o cliente descobrir. A resposta é ter evals.

O que são evals

Evals são cenários de avaliação versionados junto com o código: uma entrada (mensagem do cliente, contexto, dados disponíveis) e o comportamento esperado do agente (quais ferramentas chamar, o que pode ou não afirmar, quando transferir para um humano). Eles funcionam como testes de aceite para a parte não determinística do sistema.

Exemplo: um agente de vendas no WhatsApp

Em um CRM com agentes de IA que construímos, o agente de vendas responde clientes no WhatsApp usando ferramentas para buscar produtos, consultar histórico de compras e agendar follow-ups. O conjunto de evals cobre as situações em que um erro custa caro:

  • Qualificação do cliente e tratamento de objeções.
  • Incerteza sobre o que o produto faz — o agente não pode inventar capacidade.
  • Mudanças no carrinho no meio da conversa.
  • Falha na pesquisa web — o agente precisa degradar com segurança.
  • Continuidade de uma conversa antiga.
  • Escalada e transferência para atendimento humano.
  • Promessas de ações futuras e revalidação de catálogo que muda com frequência.

Duas camadas de avaliação

  1. Harness determinístico: roda no CI junto com os testes, verificando o contrato — ferramentas disponíveis, formato da resposta, políticas de fallback.
  2. Replay com o modelo real: um portão de homologação separado, que executa os cenários contra o modelo e compara o resultado com a versão atual.

Como montar os seus

  • Comece pelos incidentes: toda resposta ruim que chegou a um cliente vira um cenário.
  • Descreva o comportamento esperado de forma verificável — “chama a ferramenta X” e “não promete prazo” são verificáveis; “responde bem” não é.
  • Inclua os casos de falha: ferramenta fora do ar, dado ausente, pergunta fora do escopo.
  • Versione o arquivo de cenários e trate mudanças nele como mudanças de requisito.
  • Registre cada chamada ao modelo com entradas, ferramentas usadas e resultado, para que um problema em produção possa virar um novo cenário.

Evals também protegem o custo

Com evals, trocar para um modelo mais barato deixa de ser aposta. Se o candidato passa nos mesmos cenários, a economia é segura; se falha, você sabe exatamente onde. É o que permite evoluir o agente toda semana sem medo.